PAUSA NAS AULAS PARA REFRESCAR AS IDEIAS NA INGLATERRA

Grande horizonte à vista: oito semanas na Inglaterra para conhecer melhor o cotidiano das aulas de mídia-educação

De de novembro a 21 de janeiro, estou trabalhando como pesquisadora visitante no London Knowledge Lab do Instituto de Educação da Universidade de Londres.

Há cinco anos eu realizei um pós-doutorado na Open University, onde estudei a então recentemente aprovada política de media literacy, que foi criada com a aprovação do novo Communications Act inglês. Meu objetivo naquele estudo era compreender como foi desenhada e vinha sendo implementada a polícia nacional de media literacy. Uma parte deste estudo foi publicada no artigo “Educação para a mídia como política pública: experiência inglesa e proposta brasileira”, na revista Comunicação e Política do Centro Brasileiro de Estudos Latino-americanos.

De lá para cá, muita coisa aconteceu na Inglaterra e algumas coisinhas aconteceram no Brasil. A segunda gestão do governo Lula tentou discutir a questão da regulação da radiodifusão, promovendo a Confecom em 2009,  e a UNESCO produziu um estudo comparativo entre a regulação da radiodifusão de 10 democracias e o Brasil, em 2010. Em ambos os casos, a questão da educação para a mídia (ou media literacy) está registrada como uma ação importante para promover o acesso e a participação democrática nos serviços de comunicação.

Desde 2009, sou responsável pela disciplina “Comunicação, Educação e Tecnologia” oferecida aos cursos de licenciaturas e Serviço Social da UFTM, que, neste semestre, começou a ser registrada neste blog. Também estou coordenando dois projetos: o Laboratório de Mídia-educação da UFTM, financiado com recursos do CNPq e um projeto de extensão chamado REDECI – Engajando Jovens através da mídia-educação, voltado a alunos do ensino médio de escolas públicas de Uberaba, financiado com recursos do programa “Novos Talentos” da Capes.

Todas essas iniciativas de ensino, pesquisa e extensão são desdobramentos daquilo que eu aprendi entre 2006 e 2007, quando fiz o pós-doutorado. Voltei para o Brasil com o ideal de media literacy desenhado na cabeça e tentei colocar em prática o que eu tinha aprendido. Algumas coisas deram extremamente certo como, por exemplo, usar os chamados conceitos-chave da mídia educação para organizar um curso. Outras estão sendo mais difíceis de realizar como, por exemplo aplicar a teoria dos estudos culturais para analisar criticamente os textos midiáticos. De um modo geral, os alunos vêm para a universidade condicionados em busca da resposta certa. Quando o certo reside na capacidade de argumentar com base em evidências, a maioria não consegue e não consegue sequer entender a proposta (essa questão é desenvolvida no post sobre a avaliação, que eu ainda não publiquei mais publico em breve).

Depois de cinco anos, decidi dar um jeito de voltar à terra da media literacy e investigar mais profundamente as metolodogias de ensino, os esquemas de aula, os materiais e os critérios de avaliação usados pelos professores do ensino médio e universitário. Os resultados dessa investigação serão registrados aqui, nas próximas sete semanas.

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Sobre ABujokas

Sou graduada em jornalismo, doutora em educação, professora da Universidade Federal do Triângulo Mineiro e pesquisadora no campo da media literacy/mídia-educação. Embora viva na terra do boi Zebu, não tomo leite e não como carne, porque fazem mal para mim e para o meio ambiente.
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